O Brasil atingiu, ontem, a marca de 12,5 milhões de casos de covid-19 e registrou 1.656 mortes por covid-19 em 24 horas e 44.326 novos casos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, compilados junto às secretarias estaduais. Foi a maior quantidade de óbitos registrados em um domingo desde o início da pandemia. No último sábado, foram registrados 3.438 óbitos pela doença, tendo sido também a maior quantidade observada em 24 horas.
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O número total de mortos pela doença no Brasil agora chega a 312,2 mil. Além disso, foram registrados 44,3 mil novos casos da doença em 24 horas, com o total de 12,5 milhões de registros. O país passa pelo pior momento da pandemia, com um crescimento diário de casos e mortes pela covid-19. Na última sexta-feira, o país voltou a bater recorde, com 3.650 mortes em 24 horas.
A última semana epidemiológica (21 a 27 de março) terminou com 17.798 óbitos, a mais letal durante toda a pandemia. Esse número tem aumentado semanalmente, há seis semanas. O estado que registrou ontem a maior quantidade de óbitos em 24 horas foi Minas Gerais, com 321, ficando atrás de São Paulo, que registrou 244 novas mortes. São Paulo continua sendo o estado com a maior quantidade de óbitos e casos acumulados, chegando a 2,4 milhões de casos e 71,9 mil óbitos.
O Brasil está em segundo lugar no mundo em número de casos e óbitos por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que tem 30,2 milhões de casos registrados e 549 mil mortes, segundo levantamento realizado pela plataforma da Universidade Johns Hopkins (EUA).
Imunização
O governo federal demorou a se articular por vacinas contra covid-19, e agora o país amarga uma vacinação lenta. Até o momento, segundo dados da plataforma Our World in Data, apenas 6,3% da população brasileira foi vacinada com os imunizantes produzidos pelo Instituto Butantan (Coronavac), em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em conjunto com a Astrazeneca e a Universidade de Oxford.
Na manhã de ontem, a Fiocruz recebeu duas remessas de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) vindas da China para a produção de cerca de 12 milhões de doses de vacina. A previsão era que os insumos chegassem no último sábado, mas houve atraso na conexão do voo que chegou ao Brasil. Os produtos saíram da China na noite da última quinta-feira, chegando a Luxemburgo no dia seguinte, pela manhã. O atraso ocorreu na conexão.
Na última quinta-feira, a Fiocruz já havia recebido uma quantidade de insumo suficiente para a produção de 6 milhões de doses. Nesta semana, a fundação espera receber mais uma remessa para a produção de outras 5 milhões de doses. A produção será feita pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz. “Os quatro lotes cobrem as entregas de vacinas programadas para abril e parte de maio, para o Ministério da Saúde”, informou a fundação.
O cronograma completo da Fiocruz prevê a entrega de 100,4 milhões de doses no primeiro semestre e 110 milhões de doses no segundo semestre, já com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que emitiu exigências para a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) após analisar o pedido de realização de estudos clínicos das fases 1 e 2 da vacina Versamune-CoV-2FC, imunizante desenvolvido em parceria com a farmacêutica brasileira Farmacore e a americana PDS Biotechnology.
Conforme a Anvisa, “as exigências não suspendem a análise das demais informações apresentadas pelas desenvolvedoras” da vacina contra covid-19 que poderá ser a primeira brasileira. O governo federal, que a financia, anunciou que havia solicitado a autorização para fazer testes clínicos em humanos. A documentação foi protocolada na agência um dia antes, na quinta-feira.
Fonte: Correio Braziliense
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